O QUE É A NEURÓBICA?

A neuróbica foi proposta pelo neurocientista americano Larry Katz em seu livro Mantenha Seu Cérebro Activo. O programa apresentado chama-se neuróbica, numa alusão deliberada aos exercícios que trabalham grupos musculares diferentes ao mesmo tempo. Afinal, a idéia aqui é reforçar as conexões entre as diferentes áreas do cérebro.
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A neuróbica tem como base uma série de descobertas sobre o cérebro que podem ser resumidas em três palavras: "use-o ou perca-o". Quando mais activas as diferentes áreas do cérebro e suas conexões, mais fortes e saudáveis - literalmente - elas ficam. Aliás, o declínio das funções mentais com a idade não parece resultar da morte de células nervosas, mas sim da redução do número de conexões entre elas.

O objetivo das actividades da neuróbica é evitar esse declínio, ajudando o praticante a manter um nível permanente de capacidade, força e flexibilidade mental, apesar do passar dos anos. Como funciona? Nada de exercícios de quebra-cabeças ou fazer testes. Os exercícios usam os cinco sentidos para estimular a tendência natural do cérebro de formar associações entre diferentes tipos de informações.

A proposta é simples: mudar o comportamento, introduzindo o inesperado para quebrar a rotina e mobilizando a ajuda de todos os seus sentidos ao longo do dia. Por exemplo, um exercício de neuróbica é escrever ou escovar os dentes com a mão esquerda, se você é destro, para exercitar a metade direita do cérebro, que controla a mão esquerda, normalmente não usada para essas coisas. Outros exemplos são vestir-se com os olhos fechados, forçando a utilização do sentido do tato, fazer novas combinações de comida, virar fotos de cabeça para baixo para concentrar a atenção, usar um novo caminho para ir ao trabalho...

As actividades sociais também entram no programa. Até ir de boleia para o trabalho ou conversar um bocado de tempo com o vendedor de jornais contam como exercício neuróbico. A idéia é que novas interacções com pessoas desconhecidas seriam um gatilho para reacções emocionais, além de quebrarem a rotina.

Quebrar a rotina, aliás, é uma das sugestões mais importantes do livro. É sabido que problemas novos colocam para funcionar muitos mais neurônios no córtex do que outros que podem ser resolvidos "sem pensar", no modo "automático". Por isso, a rotina proporciona pouco exercício ao cérebro.

Baseada em descobertas científicas a neuróbica é um programa de exercícios que os cientistas defendem pois sabe-se que o cérebro é muito plástico e quanto mais usado e exercitado mais ágil se revela.

Consulte a página do Facebook "A Saúde do Cérebro" onde encontra muita mais informação:
http://www.facebook.com/a.saude.do.cerebro 

Otimização Cognitiva

Você tem uma profissão exigente (professor, gestor, advogado, médico, etc)? As suas capacidades de concentração, memória, destreza mental, criatividade e inteligência são de importância crucial para o seu trabalho?

Conheça e adopte o nosso Programa de Optimização Cognitiva desenvolvido pelo doutor Nelson S. Lima, investigador na Seniors Rock (Inglaterra) e descubra como pode ampliar as suas capacidades intelectuais e melhorar o rendimento no trabalho!
O nosso centro realiza igualmente cursos de Optimização Cognitiva à distância (cursos de Neurofitness) para grupos e empresas.

A necessidade energética do cérebro

Pequeno-almoço pouco nutritivo provoca dificuldades de concentração. O cérebro, verdadeira central que controla as variadas actividades do nosso corpo, incluindo todo o trabalho mental, é um órgão que consome bastante energia. Das mais ou menos duas mil quilocalorias que precisamos ingerir diariamente para manter o corpo a funcionar, 450 kCal são consumidas pelo cérebro, ou seja, algo como 5,21 calorias por segundo, em média!
A actividade eléctrica do cérebro, que pode ser observada através dos electroencefalogramas, atinge uma potência de 22 watts, semelhante ao de um lâmpada fraquinha.
Quando estamos com fome, a capacidade de concentração é mais difícil de manter. Crianças que não comem ou comem pouco ao pequeno almoço podem estar mais distraídas na sala de aula, logo pela manhã!

RE-PROGRAMAR O CÉREBRO

A Emotologia é o conjunto de conhecimentos sobre como programar o nosso SAPE (Sistema de Autopreservação e Preservação da Espécie, constituído pelo sistema límbico do cérebro e o sistema que gera substâncias químicas, aí incluído o sistema glandular endócrino), de modo que desenvolvamos nossas capacidades por meio de procedimentos, actividades, técnicas e exercícios.

"Emotologia" é uma palavra híbrida [do latim e(x), "para fora" e motus "movimento", mais o grego logos, "discurso", "estudo de", "tratado" e o sufixo -ia], e indica um conjunto de conhecimentos sistematizados para promover o desenvolvimento das capacidades humanas como elemento de auto-realização.

"Conhecer a Emotologia, hoje, é a possibilidade que cada um tem de realmente mudar a dinâmica de sua mente, de forma positiva, clara e objectiva" - escreve a psicopedagoga e Master em PNL Suely Souza Lima no site da "Cidade do Cérebro".

O criador da "Cidade do Cérebro" (informe-se mais sobre o assunto neste blogue), Luiz Machado, Ph.D., compilou, ao longo de 40 anos, as mais importantes obras sobre o funcionamento do cérebro e suas potencialidades, chegando à descoberta de duas formas de inteligência, a do SAPE (Sistema de Autopreservação e Preservação da Espécie) e a do Intelecto que, ao serem desenvolvidas concomitantemente em alto grau, dão origem à chamada "Super Inteligência".

Com base em seus estudos e pesquisas, o Prof. Luiz Machado criou a Emotologia que deu origem ao conceito de Inteligência Emocional, divulgado no mundo pelo americano Daniel Goleman.

O maior objectivo da Natureza é a preservação das espécies; assim, ela dotou os seres com um mecanismo para perseguir seu objectivo maior" - escreve o professor. "No caso do ser humano, esse mecanismo é o que nós chamamos de Sistema de Autopreservação e Preservação da Espécie (SAPE). Sistema é um conjunto de elementos interagindo para atingir resultados. No caso do SAPE, o resultado a ser atingido é a preservação da espécie" - acrescenta.

Ora, se nós já identificamos as estruturas do cérebro e do organismo em geral, que são responsáveis pelo atingimento do maior dos objectivos da Natureza, se soubermos penetrar nessas estruturas e colocar nelas nossos próprios objectivos, a Natureza tudo fará para atingí-los como se fossem seus próprios, pois essa distinção ela não faz" - esclarece o especialista.

Se o objectivo é correctamente comunicado ao SAPE, a Natureza vai mobilizar os seus recursos para transformá-lo em "resultados". Deste modo, temos em mãos o maior segredo do ser humano, de todos os tempos, para realizar seus sonhos, concretizar suas aspirações e transformar seus objectivos...em resultados.


Reprogramar nossas vidas

Além das etapas cronológicas em nossas vidas (infância, adolescência, juventude, idade adulta, idade madura, meia-idade, maturidade, idade sénior), há também as etapas de crescimento pessoal e profissional em que apresentamos determinadas características que, em conjunto podem ser, consideradas “pessoas” diferentes. Às vezes, as duas coincidem, a etapa cronológica e o conjunto de características.

A cada momento, estamos mudando e, em certos casos, provocando a mudança para melhor; aliás esse deve ser o maior objectivo de cada um. Os conjuntos de características podemos chamar de etapas psicológicas e depende cada qual do estado do sistema de Autopreservação e Preservação da Espécie (SAPE) no cérebro da pessoa.

E o que é esse estado? O estado do SAPE é basicamente formado pelos acontecimentos que tiveram maior emotização, quer dizer, que mais mexeram com nossas emoções provocando registos moleculares. Esses eventos de forte significado emocional vão constituir uma programação, de tal modo que podemos viver tantas vidas quantas são as programações a que somos submetidos por outras pessoas ou por nós mesmos. Assim, podemos indagar “quem era você em outras vidas, isto é, em outras programações?”

Ninguém apaga uma programação, pois ela é resultado de registos moleculares, decorrentes de uma química que actua nas moléculas fazendo “marcas”; por isso mesmo dizemos que tal facto marcou. Mas será que não podemos nos livrar de programações indesejáveis? Podemos sim, aplicando a Lei do Efeito Dominante, que diz: “o facto que vai ficar na frente da programação é o que tiver maior emotização”; assim, não precisamos analisar o porquê de nossa programação negativa que gera determinado comportamento.

Temos sim de vivenciar ou criar situações com emotização superior àquelas que queremos, digamos assim, “substituir”. Dissemos “vivenciar” ou “criar” porque o cérebro, melhor dizendo, o SAPE, não distingue uma situação, que seja produto de um quadro mental vividamente imaginado com emotização, de uma situação real. Por esse último motivo é que existe a falsa memória, lembranças de factos, situações, acontecimentos que não se passaram realmente como depois lembramos deles. Pelo que foi dito acima, verificamos que podemos viver várias vidas em nossa vida.

Fonte: artigos do cientista Luiz Machado (Brasil)

OPTIMIZE O SEU CÉREBRO!

O cérebro humano é uma estrutura complexa. As suas funções são muito diversas e delas dependem a nossa capacidade para andar, ver, ouvir, perceber, pensar, criar, aprender, sonhar, tomar decisões, sentir e tantas outras actividades fundamentais para a nossa sobrevivência e evolução da inteligência.

A amplitude das capacidades do sistema cérebro/mente é tal que, por exemplo, só no que diz respeito à detecção de cheiros o cérebro utiliza mais de 5 milhões de células receptoras distribuídas pelo nariz, as quais conseguem distinguir mais de 10 mil odores diferentes!

É um sistema que trabalha 24 horas sobre 24 horas e pode manter-se activo 100 ou mais anos. Para termos uma ideia do que estamos a falar bastam alguns números:

- o cérebro é constituído por cerca de 100 mil milhões de diferentes tipos de neurónios e 10 vezes mais neuroglias (células de suporte e assessoria aos neurónios);
- cada neurónio pode receber de até 100 000 outros neurónios;
- pode processar 126 informações por segundo, ou seja, 7560 por minuto;
- até aos 70 anos de vida é capaz de processar um total de 185 mil milhões de dados;
- a capacidade de retenção de informações na memória ao longo da vida pode chegar ao equivalente a 20 milhões de livros de 500 páginas (seria preciso uma prateleira de mil quilómetros de comprimento para os acondicionar).

O cérebro é um órgão cuja vitalidade pode manter-se por muitas décadas e estar apto para aprender assuntos novos mesmo em idades chamadas "avançadas". Por exemplo, o famoso escritor russo Leão Tolstoi aprendeu a andar de bicicleta aos 67 anos e a rainha Vitória, de Inglaterra, começou a aprender a língua do Hindustão aos 68.

Incansável, trabalhador e resistente a múltiplas fontes de desgaste e stress é natural que o sistema cérebro/mente exija um grande suporte energético. São necessários nutrientes de vários tipos e certas actividades para o manter vigoroso e fiel.

Para atingirmos a chamada Potência Cerebral/Mental Óptima recomendo:

1. Faça uma dieta com baixo teor de gordura (a gordura em excesso prejudica a circulação sanguínea no cérebro e produz radicais livres que envelhecem prematuramente as células nervosas dificultando as funções cognitivas);
2. Alimente-se de nutrientes vitais onde se destacam as vitaminas A (protege as membranas das células contra os radicais livres), B1,B6 e B12 (determinantes para a vitalidade dos neurónios), C (potente antioxidante que intervem na produção de inúmeros neurotransmissores, melhorando a função cognitiva) e a E (sendo um antioxidante protege as células do ataque dos radicais livres libertados pela alimentação), os minerais como o magnésio, o selénio e o zinco e os aminoácidos fenilalanina, glutamina, metionina, arginina e triptofano.
3. Aposte numa dieta com restrição de calorias pois favorece a longevidade e a destreza mental.
4. Insista numa dieta equilibrada onde estejam presentes todos os tipos de fibras, vegetais, frutas e proteínas não-animais juntamente com laticínios desnatados e carne magra.
5. Tome suplementos vitamínicos para compensar os desequilíbrios resultantes de refeições pobres e apressadas.
6. Respire bem através de uma postura correcta e de exercícios físicos moderados tais como caminhadas de pelo menos 30 minutos diários para manter a função cerebral activa, em especial os mecanismo implicados na memória.
7. Pratique neuróbica, ou seja, envolva-se em actividades regulares de activação dos sentidos, do pensamento, da criatividade e da inteligência para "muscular" o cérebro e revigorar a mente;
8. Ouça música neurológica, isto é, música instrumental ou coral cujo ritmo, andamento e harmonia atinja todos os níveis da consciência e do inconsciente a fim de repor o equilíbrio da energia psíquica (sugere-se música New Age e outras como Chariots of Fire, de Vangelis, Symphony in C, de Bizet, Symphony Nº4, de Mahler, etc). O Instituto da Inteligência fornece gratuitamente uma lista completa aos interessados.
9. Entre em "estado de fluxo", isto é, de profunda concentração e desfrute entregando-se a actividades prazerosas que lhe permitam perder a noção do tempo e do espaço;
10. Durma o necessário para que o sistema cérebro/mente recupere da energia dispendida ao longo do dia e realize determinadas funções de equilibração, nomeadamente a memória.

Potencie a sua capacidade de pensar


"Mesmo que você não seja um gênio, você pode utilizar as mesmas estratégias de Aristóteles e Einstein para tomar as rédeas do poder de sua mente criativa e controlar melhor o seu futuro."
As oito estratégias seguintes encorajam-no a pensar produtivamente, em vez de (re)produtivamente, a fim de o fazer chegar às solucções para os problemas. “Estas estratégias são comuns aos estilos de pensamentos dos gênios criativos nas ciências, artes e na história do pensamento industrial”.
1. Encare o problema de várias formas diferentes e encontre novas perspectivas que ninguém mais tenha examinado ainda (ou que ninguém já tenha publicado!)
(Leonardo da Vinci acreditava que, para adquirir conhecimento acerca da forma de um problema, começa-se por aprender a reestruturá-lo de muitas maneiras diferentes. Ele considerava que a primeira forma como ele olhava para um problema era muito parcial. Frequentemente o problema reconstruído transforma-se em um novo).
2. Visualize!
(Quando Einstein meditava sobre um problema, ele sempre achou necessário formular seu enunciado de tantas maneiras diferentes quantas possíveis, incluindo o uso de diagramas. Ele visualizava solucções e acreditava que tais palavras e números não representavam um papel significativo em seu processo de pensamento).
3. Produza! Um distintivo característico dos gênios é a produtividade.
(Thomas Edison tinha 1,093 patentes. Ele garantiu a sua produtividade estabelecendo para si mesmo e a seus assistentes “cotas de idéias”. Num estudo com 2.036 cientistas através da história, Dean Keith Simonton da Universidade da Califórnia em Davis descobriu que os mais respeitados cientistas não produziram apenas trabalhos excelentes mas também trabalhos “ruins”. Eles não tinham medo de falhar, ou produzir resultados medíocres na busca pela excelência).
4. Faça combinações originais. Combine e recombine idéias, representações e pensamentos de diferentes formas não importando o quanto pareçam incongruentes ou pouco comuns.
(As leis da hereditariedade, em que se baseia a moderna ciência da genética, têm suas bases lançadas pelo monge austríaco Gregor Mendel que combinou matemática e biologia para criar uma nova ciência).
5. Formule relacionamentos; estabeleça conexões entre assuntos dessemelhantes.
(Da Vinci determinou uma relação entre o som de um sino e o barulho de uma pedra atingindo a água. Isto o permitiu estabelecer a ligação de que o som se propaga na água. Samuel Morse inventou a estação de transmissão para sinais telegráficos enquanto observava estações para cavalos).
6. Pense em opostos.
(O físico Niels Bohr acreditava que, se você mantém opostos juntos, então você eleva o seu pensamento e sua mente se desloca para um novo nível. Esta habilidade o permitiu imaginar a luz como um duo de onda e partícula o conduziu à concepção do Princípio da Complementaridade. Suspender o pensamento (lógico) pode permitir à sua mente conceber novas formas).
7. Pense de forma metafórica.
(Aristóteles considerava a metáfora um dístico dos gênios, e acreditava que o indivíduo que possuía a capacidade de perceber semelhança entre duas áreas separadas da vida e de concatená-las uma com a outra era uma pessoa de dons especiais).
8. Prepare-se para o acaso.
(Não importa que nós tenhamos tentado fazer alguma coisa e falhamos, nós terminamos por realizar alguma outra coisa. Este é o primeiro princípio do acidente criativo. O fracasso pode ser produtivo desde que nós não o consideremos um desperdício total enquanto resultado. Ao invés disto: analise o processo, seus componentes e como você poderia modificá-los para chegar a outros resultados. Não se pergunte: "Por que eu falhei?", e sim melhor que isto: "O que eu realizei?").

Texto de Michael Michalko
Michael Michalko é o autor de Thinkertoys (A Handbook of Business Creativity), ThinkPak (A Brainstorming Card Set), e Cracking Creativity: The Secrets of Creative Geniuses (Ten Speed Press, 1998).
Texto adaptado com permissão de Michalko, Michael, Thinking Like a Genius: Eight strategies used by the super creative, from Aristotle and Leonardo to Einstein and Edison (
New Horizons for Learning) como visto em http://www.newhorizons.org/wwart_michalko1.html, (16 de Junho de 1999) Este artigo aparece pela primeira vez em THE FUTURIST, May 1998.
Traduzido para o português por
Rogerio Carvalho, Bahia, Brasil.

O que os cientistas escrevem sobre o treino mental


O treino mental através do brainfitness e do neurofitness tem cada vez mais defensores, a começar pelos cientistas que trabalham no sector. Graças à colaboração da SharpBrains, uma instituição norte-americana, recolhemos uma série de depoimentos e entrevistas sobre este tema. Os textos completos são apresentados em inglês.

"Actualmente, graças a técnicas de neuroimagem estamos a compreender o impacto que as nossas acções têm em partes específicas do cérebro" - escreve o Dr. Judith S. Beck, Director do Beck Institute for Cognitive Therapy and Research e autor de The Beck Diet Solution: Train Your Brain to Think Like a Thin Person. Entrevista completa em (Full Interview Notes).
Aprender é uma coisa física. Aprender significa modificar, fazer crescer e espalhar as ligações dos neurónios através da experiência. Quando o fazemos estamos a cultivar as nossas redes neurais". Quem o diz é o Dr. James Zull, Professor de Biologia e Bioquímica na Case Western University. Entrevista completa em (Full Interview Notes).

Exercitando os nossos cérebros sistematicamente é tão importante como exercitar os nossos corpos. Na minha experiência, o termo "Use-o ou deixe-o" passou a ser "Use o cérebro e tenha mais cérebro"- afirma o Dr. Elkhonon Goldberg, neuropsicólogo, professor de Neurologia Clínica na New York University School of Medicine, e antigo disciplo do grande neuropsicólogo russo Alexander Luria. Leia mais em (Full Interview Notes).

O que a pesquisa tem revelado é que a cognição ou aquilo que nós chamamos de pensamento e desempenho (mental) é realmente um conjunto de capacidades que nós podemos sistematicamente treinar" - afirma o Dr. Daniel Gopher, director do Research Center for Work Safety and Human Engineering no Technion Institute of Science. Ler em (Full Interview Notes).

Indivíduos que levam uma vida mentalmente activa através da educação, das ocupações e das actividades de tempos livres reduzem o risco de desenvolver os sintomas da doença de Alzheimer. Os estudos sugerem que eles correm 35% a 45% menos riscos de manifestarem aquela doença". Quem o afirma é o Dr. Yaakov Stern, Division Leader da Cognitive Neuroscience Division no Sergievsky Center do College of Physicians and Surgeons na Columbia University, New York. Texto completo em (Full Interview Notes).

"Nós mostrámos que a chamada memória de trabalho pode ser melhorada através do treino...Eu creio que estamos no início de uma nova era de treino computarizado para uma ampla gama de aplicações cerebrais" - diz o Dr. Torkel Klingberg, Director do Developmental Cognitive Neuroscience Lab no Karolinska Institute. Ler em (Full Interview Notes).


Treinar é muito importante: o controlo da atenção é uma das últimas capacidades que surgem durante o desenvolvimento do cérebro. Saber isto é importante para dois campos muito específicos: os desportos profissionais e o treino militar"- escreve o professor Bradley Gibson, Director do Perception and Attention Lab na University of Notre Dame. 

"O treino cognitivo assenta em premissas sólidas e alguns programas apresentam já resultados muito promissores. Dos mais entusiásticos destaco o neurofeedback que entre outros benefícios pode actuar no treino da memória de trabalho" - afirmação do professor David Rabiner, Senior Research Scientist e Director of Psychology and Neuroscience Undergraduate Studies na Duke University. Consultar em (Full Interview Notes).

Saiba mais...

O CÉREBRO COMPUTACIONAL
O cérebro é um sistema computacional biológico constituído por biliões de células e biliões de conexões entre si através de filamentos por onde circula a energia psíquica que nos permite pensar, imaginar, sonhar, sentir, aprender, etc.
- o cérebro é constituído por cerca de 100 mil milhões de diferentes tipos de neurónios e 10 vezes mais neuroglias (células de suporte e assessoria aos neurónios);
- cada neurónio pode receber de até 100 000 outros neurónios;
- pode processar 126 informações por segundo, ou seja, 7560 por minuto;
- até aos 70 anos de vida é capaz de processar um total de 185 mil milhões de dados;
- a capacidade de retenção de informações na memória ao longo da vida pode chegar ao equivalente a 20 milhões de livros de 500 páginas (seria preciso uma prateleira de mil quilómetros de comprimento para os acondicionar).

NEURÓBICA
Conjunto de actividades físicas orientadas para a estimulação da mente e do sistema nervoso em geral tendo em vista o seu bom funcionamento e a manutenção de capacidades psicomotoras e sensoriais.Inclui exercícios físicos suaves, caminhadas, orientação espacial e temporal, activação dos sentidos e quebra de rotinas. É acompanhada por um programa de orientação nutricional e revisão do estilo de vida sempre que este se mostre adverso para a longevidade saudável do cérebro e do sistema nervoso em geral.Aconselhável a pessoas com mais de 35 anos de idade e mais ainda a todas que estejam já na meia-idade (45-55 anos) porque ajuda a atrasar o envelhecimento das funções cerebrais e psicomotoras e prevenir doenças degenerativas do sistema nervoso como certas demências, o mal de Alzheimer, etc. A neuróbica pode ser enriquecida com desportos de ginásio.

NEUROFITNESS
Programas de exercícios mentais orientados para a estimulação das funções cognitivas superiores (auto-consciência, harmonia emocional, pensamento, criatividade, reflexão, planeamento, tomada de decisões, aprendizagem, memória, inteligência, etc). Devem ser complementados com actividades de neuróbica e podem beneficiar igualmente com a prática regular de desportos de ginásio.O neurofitness é aconselhável em todas as idades e em particular a crianças, adolescentes e adultos jovens tendo em vista revigorar as capacidades mentais e manter um alto nível de performance.Por isso é uma boa sugestão para todos aqueles que tenham profissões de alta exigência intelectual e stressantes.

MENTAL TRAINING
Programas de treino mental específicos para atletas. O mental training tem por finalidade reforçar a capacidade mental dos atletas para que estes possam manter níveis elevados de performance graças ao reforço da destreza mental orientada para a prática desportiva. Ajuda, entre outras funções, a desenvolver a tenacidade da atenção, a alta concentração, a reacção psicomotora, o controlo do stress e da ansiedade da competição. Através de exercícios apropriados permite aos atletas colocarem o cérebro em estado de prontidão competitiva, isto é, apto a coordenar o corpo, o equilíbrio e os movimentos no momento da competição.

Como usar bem a memória!

1º Se tiver de estudar algo, faça-o por partes e intervale. Depois repita a leitura nos dias seguintes e faça revisões regularmente. O estudo intercalado por períodos de descanso ajuda a memorização.
2º Para se lembrar de algo esquecido faça associações - links mentais - usando palavras-chave ou imagens que vão levá-lo à recordação que quiser.
3º Faça exercício físico. Ele ajuda os mecanismos da memória (verdade científica).
4º Excesso de informação pode prejudicar a sua memória. Separe as coisas, dê tempo para o seu cérebro descansar e processar novas informações.
5º Durma bem e o tempo necessário. É durante o sono que o cérebro trabalha as memórias. Com défice de sono, a sua concentração diminui, a sua memória funciona mal e a sua inteligência fica longe do seu melhor.
6º Ter peso a mais ou gordura nociva a mais no corpo eleva os índices de insulina no organismo e afecta o trabalho do cérebro.
7º Divirta-se, use a sua mente para ler, levar uma vida social activa e feliz: a sua memória manter-se-á em bom funcionamento até ao fim de seus dias.

Cognição, Memória e Envelhecimento

VI Encontro da ACAIS.
Envelhecimento: uma abordagem psicológica.
S. João da Madeira (Portugal)

Síntese da intervenção do doutor Nelson S Lima:

"Com o avançar da idade, o organismo desgasta-se. A esse processo chamamos envelhecimento. O envelhecimento, porém, não é um fenómeno uniforme e regular. Não é uniforme porque o corpo não envelhece todo ele ao mesmo ritmo. E não é regular porque cada órgão e cada sistema - nervoso, imunitário, digestivo, respiratório, etc. - envelhece de forma muito própria. Podemos ter o coração em excelente forma e a pele envelhecida. Podemos ouvir menos mas ter um raciocínio jovem. Podemos ter uma excelente memória para algumas coisas e ter dificuldade noutras. Não é um jogo do acaso mas o resultado da forma como governamos a nossa vida.

Podemos dividir a idade em diferentes categorias: idade cronológica (dependente do calendário), idade biológica (dependente do estado do corpo), idade social e idade psicológica (a idade mental). Os genes conduzem-nos para a velhice mas 80% da qualidade e do ritmo do envelhecimento tem mais a ver como cuidamos da nossa saúde ao longo da vida. Ficaremos menos ágeis do raciocínio se não nos preocuparmos com a alimentação, a higiene e o exercício físico e mental. Sentados num sofá morreremos de doença 10 a 15 anos antes do prazo de tempo que poderíamos viver saudavelmente. Tudo se resume a escolhas e comportamentos.


Por isso, os pensamentos têm um enorme poder sobre a saúde do organismo e muito em especial a do cérebro pois ele está ligado a todo o corpo - e sobretudo ao sistema imunitário - através de muitos milhões de células do sistema nervoso. Assim, uma mente aberta, positiva, esperançosa e activa espalha energia por todo o corpo e beneficia o próprio cérebro.


O envelhecimento deixa então de ser uma fatalidade para se tornar num tempo de novas vivências e novos desafios. Isso vai também reduzir ou eliminar os sentimentos de solidão, depressão e angústia tantas vezes associados ao envelhecimento. E porque as emoções não envelhecem podemos então descobrir novas alegrias e motivos para viver mais e melhor".

Melhor do que o sudoku!

Um dos mais espectaculares exercícios de ginástica mental é a leitura. Envolver-se numa história, descobrir o perfil psicológico dos personagens, imaginar os cenários e acompanhar os enredos e a evolução dos enigmas, mistérios e situações activam diferentes áreas do cérebro e agilizam a mente.
Segundo as mais recentes descobertas científicas, a leitura, sobretudo de romances e contos, traz mais benefícios directos à saúde mental e à longevidade do cérebro do que aquele tipo de jogos tão em voga do género sudoku. Aliás, esses jogos e outros exercícios semelhantes, que puxam pelo raciocínio lógico-matemático, embora possam ter alguma utilidade, são susceptíveis de causar stress, o que é de todo negativo se o juntarmos ao stress oxidativo que fragiliza e mata os neurónios, sobretudo nas idades mais avançadas.
Por conseguinte, leia boas histórias, em especial aquelas que mais desafiem a sua imaginação e o transportem para “outros mundos”.

Entrevista à revista ELLE

A revista ELLE - apontada como a melhor revista de Moda do mundo - vai publicar uma entrevista com o doutor Nelson S Lima, do Instituto da Inteligência, a propósito do seu próximo livro sobre a Mente Humana e o seu Futuro. Entre as 17 perguntas feitas, a jornalista Sandra Gago questionou o autor:
- Que treino diário devemos dar ao nosso cérebro?
E a resposta foi:
- Devemos evitar as rotinas que são desnecessárias e que são provocadas pelo comodismo. Por exemplo, ver televisão 3 ou 4 horas seguidas todos os dias é uma rotina lastimável para o nosso organismo (o coração, o cérebro, etc.). As actividades passivas, sedentárias, são causa de problemas de saúde e de envelhecimento cerebral e mental. O melhor treino começa com a execução de caminhadas (30 minutos por dia), subir e descer escadas, fazer alguma ginástica diariamente, dedicar-se à meditação, alimentar-se equilibradamente, ler, observar pequenas coisas, conviver e conversar com pessoas, cultivar boas amizades, etc. Isso irá evitar a terrível rigidez mental que pode conduzir a uma senilidade precoce e à estupidez.

Campeões de videojogos têm cérebros maiores?

Pode haver uma razão científica para algumas pessoas serem autênticos especialistas a jogar Playstation, Playstation Portable, X-Box ou Wii, e outras serem um verdadeiro desastre.

Usando um velho jogo de vídeo chamado "Space Fortress", investigadores mediram o tamanho de regiões do cérebro específicas de 42 participantes - com idades compreendidas entre os 18 e os 28 anos - antes de começarem a jogar.

Depois de concluírem que os estudantes universitários demoravam apenas uma média de 20 horas a tornarem-se bons jogadores, foram mais longe e tentaram descobrir relações entre as diferentes dimensões das regiões do cérebro que tinham sido medidas e a forma como alguns participantes tinham aprendido de forma mais rápida e eficiente todos os truques do jogo.

Os resultados mostraram que sobretudo a região do striatum, localizada no córtex cerebral, é maior nos cérebros dos melhores jogadores.

Segundo os investigadores, o estudo confirma ainda que partes dessa região do cérebro são responsáveis pela nossa capacidade de aprender novos conceitos e de nos adaptarmos a situações de mudança.

Falando sério: não é tanto o tamanho (ou o volume) dos tais certos sectores do cérebro que conta mas o número de ligações neuronais e sinápticas existentes nas áreas envolvidas na execução de tarefas mentais. Outra questão é: têm esses jogadores já uma maior densidade de redes neuronais quando começam a jogar (e, por conseguinte, apresentam um maior potencial de resposta e de execução) ou essa maior densidade é conseguida através do treino intensivo (estimulação neural e cognitiva) à medida que jogam?
Outras experiências têm confirmado o que hoje nos parece óbvio dada a neuroplasticidade de muitas áreas do cérebro: quanto mais estimuladas forem essas áreas maior o número de ligações são estabelecidas através do esforço das aprendizagens e do treino.Uma das mais conhecidas descobertas sobre esta matéria é a dos taxistas londrinos. As áreas envolvidas na visão e na memória espaciais apresentam maior número de sinapses (pontos de contacto entre os neurónios) após meses de actividade na profissão. Quando se reformam, esse número tende a dimimuir por falta de exercício (por isso é que a retirada para a reforma nem sempre é muito boa para o cérebro). Fica o alerta.Nelson S Lima

CORRER ESTIMULA A MEMÓRIA!

Um estudo conduzido pelo National Institute on Aging (Maryland, EUA) e a Universidade de Cambridge, revela que correr regularmente estimula o cérebro. Com este exercício é estimulado o crescimento de centenas de milhares de novas células na região do cérebro ligada à formação e recordação de memórias.

Correr melhora a capacidade que uma pessoa tem de se lembrar das memórias sem as confundir. Uma capacidade crucial para a aprendizagem e outras tarefas cognitivas. O estudo foi publicado na «Proceedings of the National Academy of Sciences».

Com esta descoberta estão potenciadas descobertas acerca da deterioração das capacidades mentais que afectam as pessoas de mais idade.

O futuro da mente humana!

Na exigente sociedade de hoje só as pessoas que invistam seriamente no capital intelectual de que dispõem (inteligência, criatividade e conhecimento) poderão aspirar a lugares destacados no mundo do trabalho. Aprender mais e mais e durante toda a vida tornou-se numa exigência da Era do Conhecimento. Para tal temos de estar na melhor forma mental. A “potência cerebral óptima” pode ser atingida através de um estilo de vida sadio, uma alimentação equilibrada e ginástica cerebral adequada.

MAS....é lícito questionar: de que maneira vai a mente evoluir com tanta informação à sua volta?
Repare-se: as estruturas do cérebro humano actual, responsáveis pela capacidade de gerar os padrões de energia e de informações que estão presentes nos processos e estados mentais, tem uma história de pouco mais de 40 mil anos quando a nossa espécie surgiu (a qual seria a última de uma série de espécies hominídeas - pelo menos 5 - que viveram na Terra nos últimos 5 milhões de anos).

Leia o texto o integral em www.territoriosdamente.blogspot.com

O papel da mente na saúde e na longevidade

Não é nada de novo mas a medicina tem dado muito pouca importância ao tema mesmo depois de se ter criado o termo "psicossomática" para descrever as alterações orgânicas e as enfermidades que são provocadas, afectadas ou estimuladas pela psique, os comportamentos e os estilos de vida.

Ao contrário do que geralmente está convencionado, a mente não está alojada na cabeça. Ela resulta da actividade do sistema nervoso mas seus efeitos distribuem-se por todo o organismo a cada instante.

Já todos percebemos como uma emoção forte acelera o coração ou como ficamos "gelados" com uma notícia aterradora. Mas, subtilmente, mesmo o estado do nosso humor e do nosso ânimo, afectam todo o corpo, ainda que disso não tenhamos consciência.

Quantas indisposições "físicas", quantas doenças e perturbações não têm origem no nosso mundo psíquico, por vezes nas memórias emocionais, sem que disso tenhamos consciência?

Infelizmente, os médicos, de uma maneira geral, tratam os problemas psicossomáticos com alguma indiferença, até mesmo com algum desprezo. E, não obstante, o tema é científico e não esotérico. Faria muito bem a muitos médicos perceberem um pouco mais da psicologia humana e tratarem dos doentes mais do que das doenças propriamente ditas.

O assunto é sério, ultrapassa o entendimento de alguns curiosos e aventureiros que debutam no campo das medicinas alternativas e seus anexos, exige especialização e, por isso, aqui fica o meu alerta.

Tenha em conta que todas as enfermidades têm algum tipo de ligação íntima com a psique e o estado de espírito; variam de aspecto, frequência, predisposição e gravidade em função da personalidade (a pessoa no seu todo) e dos padrões de comportamento e, finalmente, devem ser objetivamente estudadas e acompanhadas por quem sabe.

A influência da mente (das disposições, dos pensamentos, das emoções, etc) sobre o corpo (incluindo o próprio cérebro) é muito grande (estima-se que 80% das doenças actualmente conhecidas são "alimentadas", quando não provocadas, pelos estados de espírito).

Mais do que o tão badalado "pensamento positivo" (uma já estafada crença nem sempre fácil de cumprir) necessitamos é de melhorar o nosso auto-conhecimento, o nosso equilíbrio emocional e sentimental, a nossa auto-estima e a nossa capacidade de tomarmos decisões e assumir escolhas.
Com isso iremos melhorar o nosso sistema imunitário, isto é, as defesas que o corpo gera de forma natural. Ficaremos então menos vezes doentes e a cura será mais rápida. E, assim, a longevidade pode então ser uma conquista da inteligência mais do que dos genes, dos factores ambientais e da sorte. Porque ser inteligente é saber fazer opções. Mesmo na saúde. (texto de Nelson S. Lima)

VIVA MAIS TEMPO COMENDO MENOS!

Um estudo realizado por investigadores da Universidade do Alabama (EUA) revelou que regimes hipocalóricos – que consistem em reduzir as calorias de acordo com o gasto metabólico diário, distribuindo, proporcionalmente, os macro e micronutrientes e são especialmente pobres em açúcar – permitem prolongar a vida das células humanas.

Com efeito, uma das formas dos animais viverem mais, e provavelmente os seres humanos, depende da redução de aporte calórico durante as refeições. Experiências dietéticas realizadas em diferentes espécies convergiram para resultados que demonstram que estas têm vida mais prolongada se o regime alimentar for hipocalórico e aligeirado em glucose.

O elo de ligação entre nutrição e longevidade estabelece-se via sistema hormonal. Isso fica a dever-se a efeitos epigenéticos (ou, seja, que não se devem a mutações genéticas, mas a diferenças na expressão dos genes), que têm acção nos telómeros – estruturas constituídas por fileiras repetitivas de proteínas e DNA não codificante, que formam as extremidades dos cromossomas.

Estes elementos do código genético estão implicados na estabilidade celular e os geneticistas defendem que desempenham um papel importante no processo de envelhecimento.

As últimas pesquisas mostraram que as células sãs vivem mais tempo e as pré-cancerosas morrem, quando alimentadas com regime dietético hipocalórico.

A investigação representa um importante avanço científico para desenvolver novas abordagens que permitam prolongar a vida de células humanas normais e pode conduzir à criação de soluções para prevenir o cancro e outras doenças ligadas à idade, controlando o aporte calórico de tipos celulares específicos.

Demonstração de neuróbica


A neuróbica tem como finalidade obrigar o cérebro a exercitar-se para além das rotinas e assim mantê-lo em forma. Não podemos esquecer que o cérebro é um órgão e que o seu bom funcionamento também depende do exercício. E que tipos de exercícios?
Na verdade, o que se pretende com a neuróbica é agir sobre aquelas áreas do cérebro que habitualmente trabalham de forma rotineira. Por exemplo: escovar os dentes é uma tarefa simples que envolve uma área do cérebro. Quando essa tarefa é executada pela outra mão, ela torna-se mais difícil porque não estamos habituados. Nessa situação, há neurónios que são colocados perante um exercício a que não estão habituados. E assim são obrigados a "muscular-se".

Proteja o seu cérebro!


Sabia que o stress, o sono, a fadiga,
o álcool, o tabaco, as drogas,
certos medicamentos,
a ansiedade, a depressão,
os medos, a hiperactividade e outras
perturbações tornam o pensamento mais
lento ou agitado, diminuem a
concentração, dificultam a memória
e envelhecem o cérebro?
O cérebro é responsável por todo o
trabalho mental influencia
e todas as funções do organismo!
Cuide de si.

Notícia em PANTANAL NEWS (Brasil)

Praticar exercícios físicos diminui o envelhecimento em relação às funções do cérebro, dizem especialistas. Actividades de movimentação do corpo também contribuem para a manutenção das habilidades cognitivas, ajudando assim na prevenção de doenças como: Alzheimer e Parkinson.
De acordo com o neuropsicólogo e presidente do Instituto da Inteligência, Nelson Lima, o desporto tem efeito imediato no cérebro, contribuindo na sua proteção em longo prazo. Ele ainda ressalta que as pessoas que praticam exercícios físicos e mentais estão trabalhando para a prevenção da senilidade, garantindo assim, a longevidade do cérebro. Ler mais em... http://www.pantanalnews.com.br/contents.php?CID=43686

Problemas de atenção na meia-idade

Explorando a anatomia da atenção, uma equipa de investigadores canadianos descobriram que pessoas de meia-idade estão mais propensas a se distrair do que se imaginava, por causa de mudanças no funcionamento do cérebro, decorrentes da idade.

Cientistas da Universidade de Toronto e do Rotman Research Institute documentaram pela primeira vez de que forma a idade altera a capacidade de o cérebro ignorar interrupções irrelevantes no dia-a-dia. "Descobri que, à medida que envelheço, fica mais difícil lidar com distrações", disse a autora principal do estudo, Cheryl L. Grady, de 52 anos, especialista em efeitos cognitivos do envelhecimento. "A experiência traz-me explicações de por que isso está acontecendo no meu cérebro."

Fazendo o scanning do cérebro de jovens, pessoas de meia-idade e idosos , a Dra. Cheryl e seus colegas detectaram uma falência gradual nos circuitos dos cérebro que mantêm o equilíbrio normal do alcance da atenção.

Duas regiões-chave do cérebro, que permitem que a mente se concentre numa única tarefa e se desligue de pensamentos indesejados, começam a não funcionar tão bem muito antes do que se imaginava. Normalmente, circuitos neurais especiais no córtex pré-frontal tornam-se mais activos quando a mente presta uma rigorosa atenção. Ao mesmo tempo, áreas cerebrais correlatas no lóbulo frontal medial - que se acredita que monitorem actividades de bastidores mais gerais - relaxam.

Quando a mente está em repouso, supõe-se que o nível de actividade cerebral nessas regiões é, então, invertido. Porém, os pesquisadores descobriram que, a partir dos 40 anos, esse padrão começa a falhar durante tarefas de memória. "É sabido que pessoas mais velhas se distraem mais facilmente. Achamos que encontramos um mecanismo do cérebro que explica isso", disse a Dra. Cheryl.

Muitos pesquisadores começam a desconfiar que o mundo moderno, cheio de tarefas que deveriam melhorar a comunicação e a produtividade, poderia, em vez disso, estar tornando as pessoas mais dispersivas.

Também, cientistas do King's College da Universidade de Londres concluíram que as pessoas que tentam fazer "malabarismos" no trabalho, com telefonemas, e-mails e outras actividades simultâneas, sofreram um perda de QI (quociente de inteligência)!

Cheryl sugere, no entanto, que as pessoas que estão hoje na casa dos 20 anos, e cujos cérebros estão sendo moldados pelas mensagens instantâneas e todas as outras altas tecnologias, talvez sejam mais capazes de administrar interrupções indesejadas quando chegarem à velhice. O estudo, financiado pelo Instituto Canadense de Pesquisa Médica, foi publicado pelo Journal of Cognitive Neuroscience.

Que tipo de cérebro é o seu? De que forma trabalha?

Nos finais dos anos 90, a investigadora Dawna Markova, então no Centro de Aprendizagem Organizacional do prestigiado MIT (Massachussets Institute of Technology) e co-autora do livro Inteligência Total tornou públicas as conclusões de um seu trabalho sobre os modos de funcionamento do cérebro. Visto que este é um processador e criador de informação, a doutora Markova descobriu que se podem encontrar 6 padrões individuais de inteligência desencadeados pelas diferentes linguagens simbólicas utilizadas pelo cérebro para trabalhar a informação, nomeadamente a visual e a auditiva.

Desta maneira, cada um de nós processa a informação (tanto a nível consciente como inconsciente) de forma diferente das outras pessoas. Assim, conhecer qual o modo de tratamento da informação que o seu cérebro segue é útil para desenvolver a sua destreza mental e a inteligência em geral.

FAÇA EXERCÍCIO FÍSICO PARA...A MENTE!

Não deixe envelhecer o seu cérebro!

Edição de 13 de Dezembro. Páginas 20 e 21.
Comentando investigações do Instituto de Neurociências e Fisiologia da Suécia e da Universidade de Ilinóis (Estados Unidos).
O exercício físico tem o poder de reduzir o impacto do envelhecimento sobre as funções do cérebro, garante um estudo do Instituto de Neurociências e Fisiologia da Suécia. O exercício ajuda a manter as habilidades cognitiva ao longo dos anos, mesmo nos idosos, e ainda ajudar na prevenção de doenças como Alzheimer e Parkinson. "O desporto tem uma repercussão imediata na actividade do cérebro e ajuda a protegê-lo a longo prazo", sustenta Nelson Lima, neuropsicólogo e presidente do Instituto da Inteligência ao DIÁRIO DE NOTÍCIAS.
Também um estudo recente da Universidade de Ilinóis, nos Estados Unidos, que avaliou homens e mulheres com mais de 65 anos, concluiu que aqueles que faziam exercício entre 15 e 30 minutos, pelo menos três vezes por semana, reduziam os riscos de sofrer de doenças do sistema nervoso central. As razões são mais uma vez a boa circulação sanguínea e a oxigenação do cérebro.
"As pessoas que fazem um grande exercício mental e físico estão a prevenir a senilidade e a garantir a longevidade do cérebro", confirma Nelson Lima.
Por outro lado, o sedentarismo, rotina e má nutrição são os piores inimigos do cérebro. "As pessoas não se podem render à acomodação, nem física nem mental, em qualquer altura da vida."
Ler mais em (ver edição electrónica do jornal):
http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1446218&seccao=Sa%FAde
e também: http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1446296&seccao=Sa%FAde.

Pense criativamente!

Pensar criativamente não é um privilégio de pessoas geniais. Na verdade, todos são capazes de gerar idéias novas..
O que precisamos é gerar condições para que a criatividade se manifeste. Existem algumas características do pensamento criativo:
Fluência
É a capacidade de gerar um grande fluxo de idéias sobre um mesmo tema. A abundância é necessária para se obter qualidade criativa.
Flexibilidade
É a capacidade de alterar o pensamento ou conceber a realidade ao nosso redor de maneira diferente, vencendo o preconceito e vendo sob um novo ângulo.
Originalidade
É a capacidade de produzir idéias raras ou incomuns. É a novidade, a quebra dos padrões habituais de pensar. A originalidade é um dos componentes da criatividade, mas não um sinônimo.
Inconformismo
É a capacidade de não se render à rotina. A inquietação é um elemento básico da criatividade. O indivíduo acomodado e adaptado não gera idéias inovadoras.
Humor
A espontaneidade e a impulsividade das pessoas criativas oferecem-lhes maiores possibilidades de brincar com as idéias. Combinando elementos de maneiras incomuns, inesperadas e engraçadas, conseguimos descobrir semelhanças entre fatos ou idéias que sempre achamos distantes entre si.

Você é criativo?
Você cria novas rotinas para seu dia a dia?
Vocês faz sempre programas diferentes nas suas folgas?
Você lê sobre diferentes assuntos e se interessa por temas além de sua actividade profissional?
Você relaciona-se com pessoas de diferentes segmentos da sociedade?
Você tem uma vida activa fora do trabalho e da família?
Você dá sugestões e idéias para resolução de problemas?
Você estuda novos meios de fazer as coisas?

Como ser mais criativo
Todo processo criativo tem 5 fases, e na medida que investirmos tempo e esforço poderemos ampliar nossa capacidade criativa. Basta compreender como funciona a criatividade humana.

Identificação: nessa fase devemos fazer um diagnóstico de qual é o desafio a ser superado. Se falharmos nesse momento podemos encontrar soluções criativas que não resolvem a questão que precisa ser resolvida. Lembre-se: 50% do problema você resolve fazendo a pergunta certa.
Preparação: essa é a fase que vai determinar a qualidade da solução criativa. Quanto maior a preparação, quanto mais informações, pesquisa, idéias, debates, reflexões, maior o potencial de soluções inovadoras. Não há como gerar criatividade sem ter conteúdo para processar.
Incubação: esse é o processo interior. É quando temos um bom volume de informações colhidas na preparação e já sabemos qual o desafio a ser superado, então nosso cérebro está pronto para processar as informações e gerar novas idéias.
Insight: é a solução criativa em si. O insight é a idéia luminosa, o "eureka". Entretanto é preciso notar que para termos insights precisamos passar por três fases anteriores muito importantes. Como dizia Thomas Edison, criatividade é 1% de inspiração e 99% de transpiração.
Aplicação: esse é o momento do teste da realidade. Ter uma boa idéia não basta, é preciso ser viável. Na aplicação temos que colocar em prática a idéia e ver se funciona de facto. Caso não tenhamos ainda alcançado a melhor solução podemos repetir o processo para todo o problema ou para a parte que resta resolver.

Dicas
Existem algumas perguntas que podemos fazer, frente a algum desafio, que podem auxiliar a nossa resposta criativa. Essas perguntas têm por finalidade aumentar nossa flexibilidade e nos permitir ver a realidade sob diversos ângulos:
- E se eu fizer o oposto disso? E se eu deixar de fazer?
- E se eu fizer mais? Ou menos? Ou com mais frequência?
- E se continuar fazendo? E se eu substituir por outra coisa?
- E se eu fizer juntamente com outra coisa? E se eu fizer isso com outra finalidade?

Você pode acrescentar outras perguntas ou adaptá-las conforme a natureza do problema. O importante é ter a consciência de que a investigação criativa depende de virar a questão ao avesso e vencer preconceitos ou hábitos para enxergar o problema com novos olhos e, então, criar soluções inovadoras.

Como o cérebro "constrói" o futuro

Um estudo da Universidade de Washington revela que as regiões do cérebro relacionadas com a memória e com a habilidade para recordar imagens vividas em experiências passadas também permitem a cada pessoa projectar o futuro.
Os investigadores da Washington University usaram técnicas de ressonância magnética para obter imagens latentes no cérebro e mostrar que recordar o passado e visionar o futuro são processos que funcionam em padrões similares, precisamente nas mesmas regiões do cérebro. "No nosso dia-a-dia, gastamos provavelmente mais tempo a projectar o que iremos fazer no dia seguinte ou mais tarde do que a recordar, mas pouco é sabido acerca de como damos forma a essas imagens mentais sobre o futuro", disse Karl Szpunar, autor do estudo e aluno de doutoramento em psicologia da Universidade de Washington. "As nossas descobertas sustentam a ideia de que a memória e o futuro do pensamento estão altamente relacionados e ajudam a explicar por que é que o pensamento sobre o futuro pode ser impossível sem memórias", acrescentou.
O estudo permite começar a compreender como a mente humana confia na recolha de dados vividos em experiências anteriores para se preparar para desafios futuros, sugerindo que visionar o futuro pode ser um pré-requisito essencial para muitos processos de planeamento. Comparando imagens da actividade do cérebro em resposta às sugestões de determinado evento como uma recordação ou uma projecção futura, os investigadores encontraram uma sobreposição completa entre as regiões do cérebro usadas para recordar o passado e aquelas que são usadas para imaginar o futuro - cada região envolvida na recordação do passado foi usada também no visionamento do futuro.
Kathleen McDermott, investigadora do Laboratório da Memória e da Cognição da Universidade de Washington e colaboradora nesta investigação, salienta que o estudo é importante porque demonstra que a rede de neurónios que tem subjacente o pensamento futuro não está isolada no córtex frontal do cérebro, como alguns especulam. Em segundo lugar, segundo McDermott, os padrões de actividades dentro desta rede neural sugerem que os contextos espacial e visual do futuro que imaginamos é muitas vezes uma manta de retalhos conseguida através do ajuste das nossas experiências passadas similares, incluindo memórias de movimentos específicos do corpo e de mudanças de perspectivas visuais. "Os resultados deste estudo oferecem uma tentativa de resposta a questões acerca da utilidade evolucionária da memória", conclui McDermott, acrescentando que "pode ser que a razão pela qual nós podemos recordar o nosso passado ao detalhe seja a de que esta série de processos é importante para podermos visionar os cenários futuros".

Saúde mental e longevidade...

O Instituto da Inteligência estabeleceu uma parceria com o portal IDADE MAIOR (www.idademaior.iol.pt/), o qual oferece informação especializada e de qualidade a todos aqueles que entraram numa fase da vida em que o que conta é saber viver. Sempre pela positiva, procura ir ao encontro das preocupações e interesses de quem já dobrou o cabo dos 50 mas que ainda quer gozar os muitos anos que lhe restam. Bem estar, beleza, nutrição, pequenos prazeres, relações familiares, fitness ou notícias do mundo são apenas alguns dos temas abordados. Mas não só. O objectivo dos seus promotores - a IOL (http://www.iol.pt/) e a agência de comunicação Brandkey (www.brandkey.pt/) - é criar uma grande comunidade IDADE MAIOR. Prevê-se uma audiência de 100 mil leitores no primeiro ano de actividade.

HORIZONTE DE TEMPO


Chama-se "horizonte de tempo" e traduz a capacidade de concebermos o tempo na nossa mente e de nos projectarmos no futuro. É o período cognitivo dentro do qual somos capazes de projectar, planear e executar acções no futuro. Elliot Jacques, um antigo professor de sociologia britânico, chamou a esta capacidade "janela do tempo".
Elliot Jacques foi peremptório: "a duração máxima de tempo que a mente de uma pessoa pode alcançar permite avaliar e definir o nível do poder cognitivo dessa pessoa".
Geralmente, as pessoas com um horizonte de tempo amplo são bastante inteligentes e, por isso, podem ser magníficos visionários (no sentido em que percebem as mudanças subtis que ocorrem na sociedade e são capazes de intuitivamente conceber o que vai acontecer), além de excelentes condutores de missões.
Efectivamente, aumentam as provas (científicas) de que quanto mais longe o nosso cérebro for capaz de "trabalhar" no tempo mais inteligentes nos tornamos. Essa capacidade está localizada nos chamados "lobos frontais", as zonas mais modernas (em termos evolutivos) do cérebro humano. Nas pessoas em que o "horizonte de tempo" é pequeno verifica-se alguma rigidez na elasticidade de resposta a desafios em que o factor tempo seja prioritário.
Em épocas como a nossa - em que temos de lidar com a complexidade, a ambiguidade, a rapidez dos acontecimentos e o paradoxo - as pessoas habilitadas a funcionar com amplos "horizontes de tempo" estão mais à-vontade para responderem criativamente aos desafios.
Robert Cooper, um prestigiado psicólogo organizacional, foi um extraordinário professor que me fez perceber a importância que cada um de nós deve dar ao factor "tempo" e à "percepção do futuro".
Recordo alguns dos seus conselhos para agilizarmos a mente e desenvolvermos nela o "horizonte de tempo":
- estar abertos a todas as fontes de informação;
- procurar mais do que uma resposta para os problemas;
- usar conhecimentos ou dados contraditórios para gerar respostas alternativas;
- pensar fora das regras e normas habituais (ser criativo e inovador!!);
- dar atenção a tudo aquilo que, relativamente a um problema, fique por dizer;
- não ter receio de gerar "novas teorias" ou de "ver as coisas de forma diferente";
- encarar a incerteza como recurso!
Este professor sugeria também que, para começar, deveríamos desenvolver "uma visão pessoal do tempo futuro" (uma verdadeira "autobiografia futura"), imaginando-nos a actuar num tempo futuro. Aliás, este é um exercício que costumo aconselhar frequentemente às pessoas com alguns problemas de adaptação: convido-as a imaginar onde gostariam de estar e de fazer a 5 ou 10 anos de distância! Não é um trabalho de adivinhação mas de preparação mental e de expansão da consciência para o futuro. Os resultados são habitualmente muito animadores.
Como se faz isso? Recordo as palavras do professor: programar algum tempo semanal para, num lugar calmo, olhar para o futuro "vendo-nos" a actuar onde gostaríamos de estar. É um trabalho pró-activo é susceptível de alargar o nosso "horizonte de tempo".
Estámos muito agarrados ao passado (estudamos a História), vivemos muito dependentes do que já aconteceu nas nossas vidas. O agora é fugidio e também não lhe prestamos a atenção devida. Olhando mais para a frente - o futuro - restam-nos planos, ambições ou medos. Há quem se recuse a pensar na vida a mais de uns quantos meses para a frente.
O futuro, de facto, não existe; está por acontecer, é indeterminado. Mas ao desenvolvermos a nossa "visão" interior ficaremos mais aptos a enfrentar com sucesso e de forma positiva tudo aquilo que o futuro nos trouxer. Por outro lado, ficaremos mais habilitados a modificarmos no presente elementos que irão repercurtir-se no futuro, alterando aquilo que um tanto fatalisticamente chamamos de "destino".

Os perigos das radiações no cérebro

Vivemos rodeados de radiação electromagnética, mas pouco se sabe sobre os efeitos adversos desses campos no cérebro.
O organismo humano funciona graças a minúsculas tensões e correntes eléctricas. Existe toda uma estrutura bioeléctrica que o faz trabalhar. Numa pessoa sadia, o seu potencial eléctrico pode variar entre 1,5 mV e 4,5 mV. A actividade eléctrica do cérebro é modulada em amplitude (voltagem) e em frequência (ciclos por segundo ou hertz). A sua variação depende dos estados mentais e das actividades em que estivermos envolvidos.

Ondas Alfa e Beta
Quando estamos acordados e activos o cérebro emite sobretudo ondas Beta, de alta frequência (13 a 30 ciclos/segundo). Quando estamos em repouso, relaxados e com os olhos fechados predominam as ondas Alfa (8 a 13 ciclos/seg).
As ondas Teta (3 a 7 ondas/seg) ocorrem quando a pessoa está sonolenta ou ligeiramente adormecida.
Quando atingimos um estado de sono profundo estabelecem-se as ondas Delta (0,5 a 3 ciclos/seg). Em certas situações patológicas (crises convulsivas, distúrbios do sono, hiperactividade, alterações vasculares, etc) a frequência eléctrica do cérebro pode sofrer alterações significativas. A medição das ondas eléctricas que varrem o cérebro a cada instante faz-se através de aparelhagem de electroencefalografia (EEG).

Na nossa sociedade vivemos rodeados de radiação, desde aquela que recebemos directamente do sol à que nos atinge através dos telemóveis. Esta radiação representa a emissão de energia através do espaço, na forma de ondas. Linhas de alta tensão, antenas de rádio, televisão, telemóveis, aparelhos de raios X, aparelhos electrodomésticos e computadores, todos eles geram campos de radiação.
Ainda não se sabe muito sobre os efeitos adversos desses campos sobre o cérebro. Eles dependerão de diversos factores, em especial da sua intensidade e frequência. O uso intensivo que hoje damos aos telemóveis tem levantado algumas interrogações. Será que as suas radiações podem interferir no equilíbrio electroquímico do cérebro?

Excesso de radiação electromagnética
Um estudo conduzido pelo Instituto de Farmacologia e Toxicologia da Universidade de Zurique demonstrou que uma exposição de 30 minutos aos campos electromagnéticos com metade da potência máxima permitida por lei para os telemóveis é capaz de alterar os resultados de um electroencefalograma. Que consequências podem advir deste tipo de interferência?
Os cientistas estão divididos quanto a esta matéria. Não se sabe ainda exactamente que efeitos nefastos ou lesões podem provocar. Na falta de certezas, os médicos aconselham alguma prudência na utilização dos telemóveis, especialmente pelas crianças pequenas.

Como pudemos analisar, o cérebro, apesar de constituir uma das grandes maravilhas da Natureza, pode ser altamente prejudicado por uma diversidade imensa de elementos, desde o vulgar mas perigoso stress até às doenças e aos acidentes. E quando o cérebro é penalizado, perdendo vigor e equilíbrio, as consequências podem ser devastadoras.

Exercícios físicos melhoram a memória

O cérebro é um órgão que nos ajuda, entre outras coisas, a registar, na memória, milhões de informações preciosas. Tem um papel activo nas aprendizagens e também na estruturação da nossa consciência. Sabemos quem somos graças, entre outros processos, à memória autobiográfica.
As últimas pesquisas dão conta que os exercícios físicos podem ajudar pessoas com 50 anos ou mais a melhorar a memória.
Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Melbourne, na Austrália, fez testes com 138 voluntários nessa faixa etária e que apresentavam dificuldade de lembrar as coisas.
As pessoas desse grupo que seguiram um programa diário de actividades físicas apresentaram melhoria na função cognitiva em comparação com os que não participaram do programa.
Parte dos voluntários fez três sessões de 50 minutos por semana de actividades moderadas, como caminhadas, ao longo de 24 semanas. Os outros voluntários não fizeram nenhuma actividade física específica.
No final, as pessoas que se exercitaram, além de obterem resultados melhores em testes de cognição, também tiveram notas menores numa prova que detecta sinais de demência.
Exames posteriores revelaram que os benefícios persistiram por mais 12 meses depois do fim do programa de exercícios.
Está hoje demonstrado que a prática de actividades físicas ajuda, além do sistema cardiovascular e do organismo em geral, as funções cognitivas ao aumentar o fornecimento de sangue ao cérebro aumentando a sua capacidade de resposta e a sua longevidade.

O Poder do Inconsciente!


Estima-se que mais de 90% da nossa actividade mental se processe em modo não consciente, isto é, sem a nossa percepção e conhecimento. É fácil de entender, por exemplo, que milhares de memórias e conhecimentos estejam fora do nosso alcance consciente mas estão algures guardados no cérebro. Basta lembrar-nos como, de repente, temos uma ideia ou uma solução que buscávamos sem sucesso. Ou então, o material dos sonhos. Onde está esse material que alimenta os sonhos que ocupam uma boa parte do nosso sono? Mais ainda: aquilo que se chama intuição - uma espécie de conhecimento difuso mas que muitas vezes está certo. Onde se gera a intuição?

E os pensamentos? De onde vêm os pensamentos? Já reparou que estamos sempre a pensar em alguma coisa? Na verdade, eles são produzidos por campos de energia psíquica de que não temos previamente consciência.

Podemos afirmar que o mundo inconsciente da nossa psique é enorme, intemporal e não ocupa espaço no cérebro. Está lá e não está. Há toda uma actividade mental, incluindo emoções, que desconhecemos e que interferem na nossa vida consciente.

Mais impressionante ainda: está demonstrado cientificamente que tomamos as nossas decisões meio segundo antes de sabermos o que decidimos. É como se uma inteligência inconsciente agisse em nosso nome pondo em causa a ideia de que somos seres independentes e que mandamos nos nossos pensamentos. Parece que não é bem assim que as coisas se passam.

Os processos inconscientes ajudam a automatizar gestos. Por exemplo: depois de muito treino um atleta ou um artista executa as suas provas de forma natural, sem necessidade de pensar o que fazer a não ser manter-se concentrado. Mas o conteúdo da competência foi aprendido e depois age sob o efeito do inconsciente cognitivo.

Todos os dias os nossos sentidos captam milhões de informações (imagens, sons, cheiros, etc). A maior parte dessa informação nós não damos conta dela pois é recolhida de forma não consciente. Ela fica guardada na memória. O registo é automático, quer queiramos quer não. Depois, mais cedo ou mais tarde, esse material vai alimentar ideias, pensamentos, intuições e sonhos. Ele dirige nossos comportamentos e escolhas. Alimenta a nossa personalidade. E está também implicado no aparecimento e no desenvolvimento de muitas doenças orgânicas. O assunto é deveras complexo.

Sabia que a invenção da simples e vulgar máquina de costura que as nossas mães e avós tinham em casa só foi possível devido a um sonho? Pois ela foi desenvolvida por um americano de nome Elias Howe (1819-1867) graças ao trabalho da sua mente inconsciente. Ele tinha um problema: como fazer correr a linha? Teve a sorte de uma noite sonhar que deveria abrir um orifício na ponta da agulha. No dia seguinte, estava inventada a máquina de costura cujo mecanismo ainda hoje é o mesmo. A diferença é que as máquinas de costura agora são eléctricas.

Será possível interferirmos no inconsciente?
Sim, em certa medida. Na verdade, a psique inconsciente é feita de informações genéticas e ambientais. A história da nossa mente desde os 3 ou 4 meses de gestação (ainda protegidos do mundo pelo ventre de nossa mãe) tem, nesse capítulo, um papel muito importante pois a nossa memória existencial começa a trabalhar antes de nascermos. Ela trabalha quer em modo inconsciente, quer em modo consciente. Da junção de todas as informações e emoções recebidas o inconsciente vai estabelecendo a sua própria história e sua inteligência. E assim será ao longo de toda a nossa vida. Veja pois como o mundo exterior e o mundo interior da psique influenciam o nosso inconsciente. Logo, o que você vir, ouvir, experimentar e aprender vai influenciar o seu inconsciente. Lá reside o Registo Automático da Memória. Que tudo regista e determina.

PORQUE O STRESS ENVELHECE

O stress prolongado enfraquece o sistema imunológico e aumenta o risco de doenças cardíacas e de circulação.

Além de enfraquecer o sistema imunológico e aumentar o risco de doenças cardíacas e da circulação sanguínea, o stress prolongado acelera o envelhecimento - e não só na sua aparência externa, como descobriram os pesquisadores da Universidade da Califórnia, em São Francisco.

A equipa liderada por Elissa Epel examinou, entre outras coisas, os glóbulos brancos de mães de crianças com doenças crónicas. Perceberam que o stress psicológico a que foram submetidas durante anos fazia com que o relógio da vida das células de defesa dessas mulheres andasse muito mais rápido.

O parâmetro de medida foi o comprimento dos chamados telómeros: capas protectoras dos cromossomas que encolhem a cada divisão celular até perder a função. Apesar de a enzima telomerase adiccionar constantemente novo material genético aos cromossomas, também esse mecanismo se deteora com o tempo.

De acordo com o comprimento dos telômeros, as células das mães estressadas - em comparação com as mães menos solicitadas - tinham envelhecido aproximadamente dez anos! E a telomerase estava claramente deficitária. Na opinião dos pesquisadores, as conseqüências do stress sobre o corpo devem-se, pelo menos parcialmente, a este fast forward bioquímico.

Estilo de vida e longevidade

Um estudo publicado no Journal of Gerontology defende que a longevidade não está associada a factores genéticos, mas sim a um estilo de vida e uma dieta saudáveis.
Um grupo de investigação da Universidade Autónoma de Barcelona, que estudou a saúde óssea de uma das pessoas mais velhas do mundo, que faleceu recentemente em Espanha com 114 anos, não encontrou quaisquer indícios que lhe permita concluir que a longevidade depende de factores genéticos.
De acordo com o grupo de investigadores, liderado por Adolfo Diéz Pérez, o excelente estado de saúde do centenário devia-se sobretudo ao estilo de vida saudável, à dieta mediterrânica, ao clima temperado e à actividade física regular (no estudo salienta-se que até aos 102 anos o homem ia todos os dias de bicicleta cuidar do pomar da família).
No âmbito da investigação foi estudada a massa óssea e analisada a genética do homem que, na altura, contava já com 113 anos.
No estudo participaram quatro membros da família, inclusive um irmão com 101 anos, duas filhas com 81 e 77, e um sobrinho com 85, todos nascidos e ainda residentes na ilha de Menorca, nos Baleares.
Em nenhum dos familiares estudados se encontraram quaisquer mutações nos genes associados ao bom nível de densidade mineral – responsável pela qualidade dos ossos – e à longevidade, embora os investigadores não excluam a hipótese de outras mutações genéticas terem influenciado os largos anos de vida desta família.

MENTE CRIATIVA!!!


Temos que dar à nossa mente uma tarefa específica diária, tal como os atletas. Uma estratégia possível de neurofitness consiste em criarmos um determinado número de ideias diariamente.

Por exemplo, comprometamo-nos a desenvolver cinco ideias por dia sobre um tema específico que nos agrade, mesmo que sejam de pura ficção. Por exemplo: cinco ideias para melhorar a nossa qualidade de vida. Ou, cinco ideias para um mundo mais justo!

Todos os dias um tema diferente e cinco ideias! Esta quota diária vai obrigar a mente a trabalhar de uma forma consistente e a principal área do cérebro que vai ser exercitada é o lobo frontal direito.

Thomas A. Edison foi um dos grandes criativos de sempre. Registou 1093 patentes. Ele acreditava na importância do exercício mental intenso. A sua quota pessoal era de uma invenção de média importância cada dez dias e uma muito importante cada seis meses!

As noites mal dormidas

Elas reduzem o vigor físico e mental, ajudam ao envelhecimento precoce e ao desenvolvimento de problemas como a obesidade, as diabetes e a hipertensão.
Este é mais um problema das sociedades industrializadas, com horários apertados, muito stress e múltiplos motivos para se dormir tarde e mal.
Estima-se que entre 16 a 40 por cento das pessoas em geral sofrem de perturbações de sono. As queixas são as mais diversas: umas têm dificuldade em adormecer; outras despertam várias vezes durante a noite; outras acordam muito cedo e não são capazes de voltar a adormecer; outras têm sonos muito leves; finalmente, outras, ao acordarem, sentem-se habitualmente muito cansadas.

O cérebro ressente-se das noites mal dormidas. Dormir é uma função biológica, absolutamente necessária para que o organismo, e o cérebro em particular, se mantenham em boas condições.O sono cumpre vários objectivos: restaura processos químicos e físicos que se gastam ou deterioram durante o estado de vigília; estimula o crescimento celular cerebral; consolida a memória e ajuda a conservar a energia.

Numerosas pesquisas concluíram que dormir pouco ou mal contribui para a redução do vigor físico e mental, ajuda a envelhecer mais rapidamente e pode ajudar ao desenvolvimento de problemas como a obesidade, diabetes e hipertensão.

Os benefícios do sono

Com efeito, durante o sono são produzidas determinadas hormonas que desempenham um papel vital no organismo. Uma delas, envolvida no crescimento, a GH (do inglês growth hormone), produz-se na primeira fase do sono profundo, aproximadamente após meia-hora da pessoa adormecer. Esta hormona ajuda a manter o tónus muscular, melhora o desempenho físico e combate a osteoporose e a acumulação de gordura no corpo. As pessoas que dormem pouco têm défices desta hormona. Outra consequência da falta de sono é a diminuição de produção de leptina, uma hormona que controla a saciedade. O resultado é a necessidade de ingestão crescente de maiores quantidades de carboidratos.

Num estudo realizado pela Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, indivíduos que estiveram sem dormir 19 horas viram a sua capacidade de atenção mais diminuída do que se verificou em pessoas com 0,8 g de álcool no sangue (o equivalente a três uísques). Outros estudos revelaram que jovens privados de sono tinham uma menor eficiência nas regiões frontais do cérebro (responsáveis pela capacidade de planear e tomar decisões) e no cerebelo (envolvido na coordenação motora).

Principais consequências, a curto prazo, da falta de sono: fadiga e sonolência durante o dia, irritabilidade, alterações repentinas de humor, esquecimentos pontuais, menor criatividade, menor capacidade de planear e executar actividades, dificuldade em pensar e problemas de atenção. A longo prazo, a falta de sono traz problemas ainda mais adversos: diminuição do vigor físico, envelhecimento mais acelerado, tendência para obesidade, diabetes, doenças cardiovasculares e gastrointestinais e dificuldades crescentes de memória.

Os primeiros sintomas da falta de sono começam na infância. Muitas crianças chegam à escola cansadas por não terem dormido o suficiente. Umas tendem a adormecer nas salas de aula mas outras ficam agitadas e são diagnosticadas como hiperactivas. As capacidades de aprendizagem podem diminuir drasticamente.

Como melhorar a concentração!

A ATENÇÃO é um pré-requesito para a memória e condição necessária para a maioria das funções intelectuais e cognitivas. Já a CONCENTRAÇÃO significa a capacidade de sustentar a atenção durante um período de tempo, sem distração ou perda do fio do pensamento.
As dificuldades de atenção e de concentração podem estar relacionadas com muitos problemas, desde os neurológicos (ex: hiperactividade) aos psicológicos (falta de motivação) e aos ambientais (ruídos, movimentos, etc.).

PARA FACILITAR A CONCENTRAÇÃO

1. A relação entre a concentração e a estimulação está completamente comprovada através da pesquisa científica do processo da atenção. Sabe-se que a atenção resulta melhor quando existe um nível de estimulação equilibrada. Esta estimulação, no cérebro, é neuroquímica e envolve 3 neurotransmissores que actuam nos neurónios: a serotonina (acalma), a dopamina (activa) e a norepinefrina (excita). O nível óptimo da atenção é conseguido quando existe um predomínio de serotonina ou dopamina. A norepinefrina dispara a desconcentração nas actividades intelectuais mas pode ser útil durante as actividades físico-motoras (desporto, etc.).

2. Pode usar pensamentos, sentimentos e acções para modificar o equilíbrio químico que interfere tanto na atenção como na memória.

3. A atenção – necessária tanto para a memória como para a recordação de matéria aprendida – oscila ao longo do dia. Pouca estimulação (ou motivação) dificulta a aprendizagem e a recordação. Demasiada estimulação (ou excitação) pode agitar a mente, desenvolver o pensamento acelerado e desconcentrado mas também demasiado “super-concentrado”, o que, ao contrário do que possa sugerir, é esgotante e conduz rapidamente à tensão, ao stress e à oscilação da atenção.

4. Para manter-se concentrado e sem bloqueios tente os seguintes passos:
Controle a ansiedade:
- Técnica de respiração dos 4 pontos: imagine um quadrado. Visualize um dos cantos (o superior esquerdo) e inspire calmamente contando mentalmente até 4. Imagine agora o canto superior direito e sustenha a respiração contando até 4. Passe para o canto inferior direito e expire contando até 4. Finalmente, avance para o canto inferior esquerdo e repita a palavra “relaxar” 4 vezes.
- Higienize o seu sono. Durma as horas necessárias de forma a não ter sono durante o dia.
- Alimente-se à base de nutrientes não excitantes, legumes, frutas, peixe e carne branca.
- Reduza o consumo de açúcar refinado (branco).
- Modere a ingestão de álcool.
- Evite a cafeína a partir das 14 horas (a cafeína é um excitante que pode perturbar o sono visto que demora 15 a 35 horas para eliminar 95% da cafeína ingerida!!!).
- Exercite-se. Faça ginástica ou pratique um desporto que o distraia da ansiedade.
- Aprenda a relaxar os músculos totalmente pelo menos uma vez por dia.
- Evite excesso de informação e estimulação visual.
Gestão da Capacidade de Atenção e Memória:
- Controle a ansiedade (praticar os exercícios anteriores)
- Evite a exaustão. Estabeleça limites no uso do cérebro. Planeie as suas actividades.
- Aprenda a gerir a sua capacidade de atenção. Por segundo entram 400 MIL bits de informação no cérebro através dos sentidos! Controle a sua exposição a factores de distracção e cansaço (jogos electrónicos, noitadas, etc.).
Treine a concentração passo a passo:
- treinar a visão: várias vezes por dia divirta-se a ver ao pormenor o contorno de objectos, nuvens, pinturas, etc. Treine a concentração evitando que se distraia com outros estímulos.
- treinar a audição: feche os olhos para ouvir todos os sons que se produzam à sua volta; repare nos pormenores e nos sons longínquos para apurar a sua audição. Mais tarde, já treinado, tente fazer o mesmo mas com os olhos abertos (que tornam mais difícil a tarefa).
Facilite a memória (aprendizagem):
- mantenha a ansiedade sob controlo;
- organize a sua agenda de aprendizagens;
- divida as matérias por partes e não se concentre por mais de 30 a 40 minutos de cada vez.
- Facilite a recordação do que aprendeu:
- controle a ansiedade (ver exercícios atrás);
- aprenda segundo uma agenda de trabalho equilibrada (sem excesso de tarefas e compromissos) e estude por períodos de 30 a 40 minutos;
- reveja mentalmente as matérias aprendidas após cada período de 30 a 40 minutos;
- use mapas mentais para facilitar certas aprendizagens;
- mantenha-se no seu ponto de concentração óptimo (sem tédio, sem excesso de estimulação, sem ansiedade, etc. através de uma atitude positiva face aos desafios e gerindo os seus pensamentos);
- dirija os seus pensamentos: a ansiedade e o medo precipitam a mente para pensamentos indesejáveis, intrusivos e ameaçadores. Esforce-se por manter pensamentos que estimulem saudavelmente o seu estado de espírito. Não pense irracionalmente sobre problemas deixando que o medo e a ansiedade se apoderem de si.

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Se tem problemas frequentes de atenção e sobretudo de concentração procure ajuda nos nossos serviços!