NEURÓBICA: MANTER O CÉREBRO JOVEM

Em 2004, o Instituto da Inteligência lançou a neuróbica em Portugal. Dois cursos foram realizados: um de formação de Monitores de Neuróbica e outro de Instrutores de Neurofitness (ginástica mental).
Mas, o que é a neuróbica?
A neuróbica foi proposta pelo neurocientista americano Larry Katz em seu livro Mantenha Seu Cérebro Activo. O programa apresentado chama-se neuróbica, numa alusão deliberada aos exercícios que trabalham grupos musculares diferentes ao mesmo tempo. Afinal, a idéia aqui é reforçar as conexões entre as diferentes áreas do cérebro.
A neuróbica tem como base uma série de descobertas sobre o cérebro que podem ser resumidas em três palavras: "use-o ou perca-o". Quando mais activas as diferentes áreas do cérebro e suas conexões, mais fortes e saudáveis - literalmente - elas ficam. Aliás, o declínio das funções mentais com a idade não parece resultar da morte de células nervosas, mas sim da redução do número de conexões entre elas.
O objetivo das actividades da neuróbica é evitar esse declínio, ajudando o praticante a manter um nível permanente de capacidade, força e flexibilidade mental, apesar do passar dos anos. Como funciona? Nada de exercícios de quebra-cabeças ou fazer testes. Os exercícios usam os cinco sentidos para estimular a tendência natural do cérebro de formar associações entre diferentes tipos de informações.
A proposta é simples: mudar o comportamento, introduzindo o inesperado para quebrar a rotina e mobilizando a ajuda de todos os seus sentidos ao longo do dia. Por exemplo, um exercício de neuróbica é escrever ou escovar os dentes com a mão esquerda, se você é destro, para exercitar a metade direita do cérebro, que controla a mão esquerda, normalmente não usada para essas coisas. Outros exemplos são vestir-se com os olhos fechados, forçando a utilização do sentido do tato, fazer novas combinações de comida, virar fotos de cabeça para baixo para concentrar a atenção, usar um novo caminho para ir ao trabalho...
As actividades sociais também entram no programa. Até ir de boleia para o trabalho ou conversar um bocado de tempo com o vendedor de jornais contam como exercício neuróbico. A idéia é que novas interacções com pessoas desconhecidas seriam um gatilho para reacções emocionais, além de quebrarem a rotina.
Quebrar a rotina, aliás, é uma das sugestões mais importantes do livro. É sabido que problemas novos colocam para funcionar muitos mais neurônios no córtex do que outros que podem ser resolvidos "sem pensar", no modo "automático". Por isso, a rotina proporciona pouco exercício ao cérebro.
Baseada em descobertas científicas a neuróbica é um programa de exercícios que os cientistas defendem pois sabe-se que o cérebro é muito plástico e quanto mais usado e exercitado mais ágil se revela.