CIDADE DO CÉREBRO (Brasil)

A Cidade do Cérebro é uma organização privada brasileira criada pelo Prof. Luiz Machado para tornar-se um centro de referência internacional sobre as capacidades do cérebro humano e colocar à disposição das pessoas conhecimentos de como desenvolver seu potencial.

Numa recente entrevista ao director Gilberto Souza, publicado no jornal Regional On-line, este executivo fala-nos desta curiosa iniciativa.

- O que é a “Cidade do Cérebro”?
- A Cidade do Cérebro foi criada pelo prof. Luiz Machado para tornar-se um centro de referência internacional sobre as capacidades do cérebro humano e colocar à disposição das pessoas conhecimentos de como desenvolver seu potencial.

- Explique o que é Emotologia, onde surgiu e quando?
- Desde o início de sua carreira no magistério, o Prof. Luiz Machado preocupou-se com o facto de que as pessoas aprendiam de maneira lenta e, então, resolveu pesquisar formas de criar condições para que os alunos aprendessem de uma maneira melhor e mais rápida. Em suas pesquisas nos Laboratórios de Idiomas da Universidade do estado do Rio de Janeiro (UERJ), que chefiou durante 20 anos, chegou a várias conclusões. Verificou que, em primeiro lugar, o professor deveria estar bem consigo mesmo, com as pessoas em geral e com o mundo. Concluiu também que a maior motivação decorre da busca de usar as potencialidades. A partir daí iniciou o processo de estudar o que leva as pessoas à realização. Com seus persistentes estudos, organizou um conjunto de conhecimentos inter-relacionados para promover a mobilização de potencialidades humanas como elemento de auto-realização, tendo criado o termo emotologia. No decorrer de seus estudos, formulou a teoria de que a inteligência depende mais do sistema límbico, estruturas do cérebro mais responsáveis pelas emoções, que do intelecto, o que veio a embasar o conceito de inteligência emocional. Essa teoria foi apresentada pelo autor em congresso, em Estocolmo, Suécia, em 1984. Para entender em profundidade o processo ensino/aprendizagem, o prof. Luiz Machado teve que estudar o cérebro humano, tendo publicado, em 1985, seu livro “O Cérebro do Cérebro”, em Português e em Inglês.

- Como foi a criação desse conceito?
- A emotologia surge em função da falta de uma ciência que explicasse como mobilizar o potencial humano.

- O que faz de uma pessoa ser mais ou menos inteligente?
- Segundo as pesquisas científicas realizadas em todo o mundo sobre a inteligência, podemos concluir que três são os factores ligados ao desenvolvimento da inteligência: genético: todos trazemos uma carga genética de nossos antepassados e essa carga genética influencia no processo de mobilização da inteligência; ambiente cultural: trata-se do ambiente em que a pessoa esteve ou está exposta. Alguém que nasça em um ambiente onde predomina a cultura do fracasso, terá que fazer um grande esforço para superar essa cultura e ser feliz, saudável e bem sucedido na vida; educação: aqui está a forma como as potencialidades de uma pessoa foi mobilizada. Como a escola, os pais ou pessoas que cumpriram esse papel mobilizaram as potencialidades da pessoa.

Há factores que influenciam na mobilização das potencialidades das crianças. Exemplo: protecção, onde a criança necessita sentir-se protegida para poder ousar e expressar seu potencial; permissão, onde a criança necessita ter permissão para se expressar com a verdade, com suas emoções, com suas dívidas, com seus argumentos, com suas habilidades. Sem permissão, a criança pode sublimar suas potencialidades; propósito, porque a criança necessita saber como ela pode fazer parte do processo, seja ele na família ou na escola. Ela tem que saber como ela poderá usar o que está aprendendo em sua vida. Sem propósito não há razão. Tem ainda a pressão, onde a criança necessita de uma dose de pressão para que possa ousar.

- Existem pessoas “burras”?
- Não. O que existe são pessoas com mais atitudes de burrice, que atitudes de inteligência. Todos podem ser inteligentes, pois a inteligência não nasce pronta, ninguém nasce inteligente, nasce com o potencial para ser inteligente. Dessa forma, todos podem desenvolver sua inteligência, desde que tenha acesso às informações adequadas sobre o assunto.

- Como potencializar o grau de inteligência?
- Há muitas formas de desenvolver a inteligência, técnicas, exercícios, procedimentos que podem mobilizar potencialidades, tornando a pessoa mais apta a ter atos de inteligência em sua vida. Descrever um punhado de técnicas sem ter a possibilidade de explicar o porque, o propósito, a razão dessas técnicas seria pouco eficaz.

- Existem meios práticos e fáceis, onde a pessoa, em casa, possa conseguir ampliar sua capacidade de inteligência?
- Sim. Todas as vezes que somos desafiados com algo novo, que nos tira de nossa zona de conforto, que nos faz pensar, que nos faz criar soluções, estamos desenvolvendo nossa capacidade de sermos inteligentes. Exercícios de concentração, de relaxamento, jogos e de raciocínio lógico, por exemplo. São coisas simples, que podemos fazer sempre.


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