LIBERTE A MENTE CRIATIVA

Você é criativo? Se for como a maioria das pessoas, provavelmente acha que não. Durante toda a vida, nos dizem que a criatividade é coisa rara e misteriosa, que somente os artistas são criativos, que é uma função do "cérebro direito", seja lá o que for isso.
Ser criativo é ser flexível e dinâmico. A exemplo do nosso cérebro que é uma estrutura flexível e dinâmica, composta de trilhões de neurônios. Cada um desses neurónios liga-se com outros dez mil aproximadamente, o que resulta num número quase infinito de conexões sinápsicas possíveis.
As sinapses são as relações de contacto entre os dendritos daquelas células. As sinapses vão se formando ao longo de toda a nossa vida, mais ou menos abundantemente, dependendo da frequência e da intensidade do uso que delas fazemos.
Essa rede de interconexões é que é a base biológica da criatividade humana. A quantidade e a velocidade da constituição de novas sinapses dependem de estímulos endógenos e exógenos. Quando os estímulos diminuem, desfazem-se aquelas conexões; quando se intensificam, novas conexões se vão formando.
O optimismo, a curiosidade, a criatividade, o raciocínio, a memória e outras operações intelectuais melhoram quando dispõem de conexões mais numerosas. A auto-estima e a autoconfiança os acompanham.
A falta de memória, a autodepreciação, a incriatividade podem ser sintomas de sinapses débeis. Neste caso, o remédio é um só: "usar mais a cabeça" procurando e enfrentando continuamente desafios intelectuais crescentes.
Sinapses numerosas ajudam a manter a qualidade e a durabilidade da nossa vida (mesmo consumindo 20% de toda a energia produzida pelo organismo).Por isso, não raro, pessoas criativas vivem também intelectualmente mais e melhor.

Que tipo de exercício desenvolve a criatividade nas pessoas ? Aquele cujo desafio admite mais de uma resposta plausível. Por esse motivo, os exercícios do gênero "quebra-cabeças" ou charadas de uma única resposta estimulam só o raciocínio lógico e não a criatividade pessoal.

Encontrada a solução do "quebra-cabeças", cessa a investigação mental e o cérebro... pára.
Os exercícios feitos para obter inúmeras soluções plausíveis estimulam, e muito, a criatividade, mantendo o cérebro em excitante actividade de ebulição criativa.
Além disso, esse género de exercícios supera a barreira do não ("não dá"; "não pode"; "é impossível"; "isto não vale", etc ).
O seguinte exemplo ilustra, de modo simbólico mas prático, o nosso quase infindável potencial de geração de idéias surpreendentes.
Desafio: quanto é dois mais dois ? Resposta comum: quatro (Certa e única. Aí o cérebro PÁRA...).
Respostas incomuns e criativas: 22, 2/2, 2², 2 (um dois sobre o outro), 8 (um sobre o outro, sendo um deles virado como se visto no espelho), 2S (um ao lado do outro, sendo um deles virado, idem ).
Mesmo o convencional resultado "quatro" sugere respostas como: 4 = 5 – 1 = 6 – 2 = 7 – 3, etc. E no código binário? Dois = 0010 e quatro = 0100, portanto respostas também válidas. E ainda existem os algarismos romanos ! E o código morse ! E que mais ? ? O hexadecimal! E que mais ? Continue....