Mais inteligência, maior longevidade!


Um artigo na revista ‘Psychological Science’ esclarece que, quanto mais alto for o grau de inteligência, mais alta será a expectativa de vida. A notícia partiu dos investigadores Ian Deary e Goff Der.

Pesquisas feitas durante 14 anos, em 900 pessoas, para medir a inteligência e a prontidão dos reflexos – pois a inteligência é associada à capacidade de reagir velozmente aos estímulos - demonstraram que, a maioria dos que morreram por causa natural, daquele grupo de observação, não fazia parte do grupo que totalizava pontos mais altos do nível de inteligência e rapidez de reações.

As possíveis explicações para o facto de que pessoas inteligentes vivem mais, segundo Deary, são três:

- a mais simples, é porque as pessoas inteligentes são bem mais informadas, logo, cuidam melhor da saúde;
- a segunda, é ligada ao facto de que pessoas mais inteligentes, na maioria, obtêm trabalhos melhores remunerados e isso determina uma melhor condição geral de vida;
- terceira, a que produziu maior interesse porque, pela primeira vez, a inteligência e a velocidade (em tomar decisões), são colocadas em estreita relação com a capacidade de conservar a própria saúde, e alongamento da vida.

Com a diminuição da prontidão mental, resultaria um primeiro sinal da decadência geral do organismo. Na base desse fenómeno – explica Deary – pode ser que exista uma degeneração do sistema nervoso: na prática, quando se alonga o tempo das reacções, é como se o corpo estivesse enviando o primeiro sinal de envelhecimento, e isso não interessa somente à mente mas a todas as funções do corpo.