Os perigos das radiações no cérebro

Vivemos rodeados de radiação electromagnética, mas pouco se sabe sobre os efeitos adversos desses campos no cérebro.
O organismo humano funciona graças a minúsculas tensões e correntes eléctricas. Existe toda uma estrutura bioeléctrica que o faz trabalhar. Numa pessoa sadia, o seu potencial eléctrico pode variar entre 1,5 mV e 4,5 mV. A actividade eléctrica do cérebro é modulada em amplitude (voltagem) e em frequência (ciclos por segundo ou hertz). A sua variação depende dos estados mentais e das actividades em que estivermos envolvidos.

Ondas Alfa e Beta
Quando estamos acordados e activos o cérebro emite sobretudo ondas Beta, de alta frequência (13 a 30 ciclos/segundo). Quando estamos em repouso, relaxados e com os olhos fechados predominam as ondas Alfa (8 a 13 ciclos/seg).
As ondas Teta (3 a 7 ondas/seg) ocorrem quando a pessoa está sonolenta ou ligeiramente adormecida.
Quando atingimos um estado de sono profundo estabelecem-se as ondas Delta (0,5 a 3 ciclos/seg). Em certas situações patológicas (crises convulsivas, distúrbios do sono, hiperactividade, alterações vasculares, etc) a frequência eléctrica do cérebro pode sofrer alterações significativas. A medição das ondas eléctricas que varrem o cérebro a cada instante faz-se através de aparelhagem de electroencefalografia (EEG).

Na nossa sociedade vivemos rodeados de radiação, desde aquela que recebemos directamente do sol à que nos atinge através dos telemóveis. Esta radiação representa a emissão de energia através do espaço, na forma de ondas. Linhas de alta tensão, antenas de rádio, televisão, telemóveis, aparelhos de raios X, aparelhos electrodomésticos e computadores, todos eles geram campos de radiação.
Ainda não se sabe muito sobre os efeitos adversos desses campos sobre o cérebro. Eles dependerão de diversos factores, em especial da sua intensidade e frequência. O uso intensivo que hoje damos aos telemóveis tem levantado algumas interrogações. Será que as suas radiações podem interferir no equilíbrio electroquímico do cérebro?

Excesso de radiação electromagnética
Um estudo conduzido pelo Instituto de Farmacologia e Toxicologia da Universidade de Zurique demonstrou que uma exposição de 30 minutos aos campos electromagnéticos com metade da potência máxima permitida por lei para os telemóveis é capaz de alterar os resultados de um electroencefalograma. Que consequências podem advir deste tipo de interferência?
Os cientistas estão divididos quanto a esta matéria. Não se sabe ainda exactamente que efeitos nefastos ou lesões podem provocar. Na falta de certezas, os médicos aconselham alguma prudência na utilização dos telemóveis, especialmente pelas crianças pequenas.

Como pudemos analisar, o cérebro, apesar de constituir uma das grandes maravilhas da Natureza, pode ser altamente prejudicado por uma diversidade imensa de elementos, desde o vulgar mas perigoso stress até às doenças e aos acidentes. E quando o cérebro é penalizado, perdendo vigor e equilíbrio, as consequências podem ser devastadoras.